Carta a uma mãe

Está tudo bem se vez ou outra você se sentir triste, desanimada ou desapontada.
Tudo que você sente é válido, é verdadeiro. Não é frescura ou coisa de quem reclama demais.
Você sabe todas as palavras de amor que deseja dizer, os abraços, afetos e consolo, apesar de às vezes querer estar sozinha.


Nem sempre os outros vão entender seus sentimentos, por isso, esteja preparada.
Apesar de tudo não ter sido como você sonhou ou planejou, admire a beleza do que foi e de como está sendo.
Busque um espaço no seu coração, um lugar de cura para a sua alma, para amenizar todas as cobranças injustas e tanta culpa descabida.
Mesmo estando chateada com as mudanças do seu corpo, toque a sua barriga e sinta que aí dentro foi gerado uma vida pela qual você daria a sua.

Foto por Ilzy Sousa em Pexels.com


Silencie sua mente por um instante para reconhecer o quanto você tem feito, apesar de nem sempre ganhar esse reconhecimento.
A cobrança vai cair pesado, por isso fique atenta pra não ser a primeira a apontar o dedo pra si mesma.
Apesar de todo o turbilhão de sentimentos que a maternidade gera, abra espaço para a luz entrar.
Saiba que a maternidade é construção, é uma casinha de tijolos colocados no dia a dia.
Por fim, pense, como você deseja construí-la.

Suzanne Leal
Psicóloga

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