Autoestima e Puerpério

Autoestima e Puerpério

Como está sua autoestima no puerpério?

Como está sua relação com seu corpo e com as mudanças que ocorreram?

Como está seu humor e sua relação consigo mesma com todas essas mudanças?

Você tem se fechado cada vez mais porque sente que a sua rede de apoio não compreende seus sentimentos ou que tem invalidado cada tentativa sua de sentir-se bem consigo mesma?

Respondeu ‘sim’ para algumas dessas perguntas ou todas elas?

Você não está sozinha. Milhares de mulheres vivenciam esses sentimentos de angústia diariamente. Choram sozinhas porque não é permitido chorar, é cobrado incessantemente que ela esteja feliz.

“Não seja ingrata, deu tudo certo, você devia agradecer…”

Alguém se identifica com a frase acima? Já ouviu ela por aí?

Foto de Engin Akyurt no Pexels

O puerpério é uma batalha. Não me refiro àquele puerpério teórico com duração de 40 dias… a dor física é relativativamente fácil de superar…

Refiro-me ao puerpério emocional sem prazo pra acabar.

Ao puerpério que vem carregado de um turbilhão de sentimentos de baixa autoestima, irritabilidade, sobrecarga, culpa, perda de identidade, insatisfação e sensação de nunca ser compreendida.

“Cadê a mulher que eu era?”

Onde estão todas as coisas que eu gostava de fazer?”

“Por que me sinto tão anulada?”

Por que ninguém consegue compreender como me sinto?”

Conseguiu se identificar com alguns desses questionamentos também?

Cada sentimento dela é válido. Valide a angústia da sua amiga, da sua filha, cunhada, vizinha. Valide sua angústia. Ela é real, não é frescura, não é exagero, não é estresse…

Foto de Keira Burton no Pexels

Seja apoio. Não ignore as lágrimas dela, nem a cubra com “mensagens positivas” de que é só uma fase, porque ela sabe que é, ela está lutando, está buscando se encontrar, adaptar-se a esse novo papel.

Enquanto a fase não passa, ela precisa se redescobrir. Algumas nem passam, são tão massacradas, que evoluem para uma Depressão Grave.

Ela está tentando pensar positivo, sentir-se melhor consigo mesma, mas há dias difíceis que ela não consegue. Não conseguir não é sinônimo de não querer. Ela quer.

Não minimize os sentimentos dela. Isto só vai fazer com que ela se feche ainda mais em sua própria solidão. Por que ela sente. E todo esse sentimento é real.

Acredite, ela está exausta. Não deixe que ela se perca.

Seja apoio. Seja cuidado.

A maternidade precisa de cuidado. Urgente!

Suzanne Leal
Suzanne Leal

Psicóloga
@maternidadeedor

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